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 IRON MAIDEN EM SÃO PAULO - REVIEW

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MensagemAssunto: IRON MAIDEN EM SÃO PAULO - REVIEW   Qua Mar 05, 2008 3:14 pm

IRON MAIDEN EM SÃO PAULO - REVIEW


2 DE MARÇO DE 2007 - ESTÁDIO PALESTRA ITÁLIA, SÃO PAULO, BRASIL

Foi tal como Bruce disse em uma entrevista no México: "há uma grande diferença entre ver um filme de uma atriz pornô e fazer sexo com ela". E desta vez todos nós, brasileiros presentes no Palestra Itália, podemos dizer que chegamos ao orgasmo.

A apresentação destes senhores que há mais de 30 anos nos trazem alegrias não poderia ter sido diferente. Com um espetáculo digno dos anos de ouro, o Iron Maiden reviveu momentos épicos que marcaram sua carreira. E com direito a gargalhadas e emoções de Bruce Dickinson.

A fila ao redor do estádio tomou forma muito cedo. Muito mesmo. Tanto que às 16:30 já não havia praticamente fila alguma e a entrada de pista e pista especial pode ser feita com tranquilidade.
Os fãs da banda procuraram se antecipar e tomar seus lugares dentro do estádio para não perder nenhum momento.
Os que restavam do lado de fora, ou estavam esperando amigos e parentes, ou estavam interessados no clássico Palmeiras x Corinthians, que jogavam no Morumbi, com direito a visita de Mr. Steve Harris.



Abrindo a noite, a "filha do chefe", Lauren Harris, entrou ao palco agradecendo o público (talvez por não vaiá-la, já que a maioria foi muito cordial, apesar do show fraco que ela apresentou) e avisando que era a primeira vez no país e que estava muito feliz por tocar para o público brasileiro.
Seu show teve cerca de 30 minutos de duração e além de alguns hits presentes no MySpace, Lauren tocou músicas que estará em seu primeiro disco, Calm Before The Storm, a ser lançado este ano.

Após o show da gata, um verdadeiro dilúvio caiu sobre o estádio. Mas o que poderia deixar os "maidenmaníacos" triste, apenas trouxe alívio depois de uma tarde ensolarada e de sol forte. A massa então começou a gritar "Maiden, Maiden, Maiden"...
Passados cerca de 20 minutos de chuva, e exatamente às 20h, a música Doctor Doctor é executada em playback.
Tal como um aviso divino, a chuva PÁRA COMPLETAMENTE E AS NUVENS QUE RODEAVAM O ESTÁDIO DÃO LUGAR A UM CÉU ESTRELADO. Seria obra do nosso "Deus Eddie"?




Deixando a brincadeira de lado, a verdade é que o vídeo que se seguiu, mostrando cenas da banda na estrada durante a primeira parte da Somewhere Back In Time Tour deixou todos de antenas ligadas para o que vinha em seguida: um vídeo de batalhas aéreas na Segunda Guerra. No som, o famoso discurso "We shall never surrender" de W. Churchill dividia-se entre a voz do palco e das caixas de som. E é em seguida que (com explosões de luz) entra a banda... emoções a flor da pele, jovens e adultos, mulheres e homens, não houve um só ser humano que pudesse ficar parado ao refrão "Run... live to fly... fly to live
Aces high!!!!!" (olho pro lado e até certos PMs estavam sorrindo de alegria).

Em seguida, como previsto, veio 2 minutes to midnight, e logo após, Revelations, The Trooper e Wasted Years. Entre uma música e outra, Bruce falava ao público sempre lembrando o quanto eles gostavam de estar no Brasil.
Em um desses discursos ele se emocionou relembrando a época de ouro do Iron Maiden quando tocaram para um público superior a 200 mil pessoas no Rock In Rio, em 1985. Faltaram-le palavras e por pouco não chorou.

A todo momento os três guitarristas agitavam o público indo de um lado a outro do palco e interagindo bastante com os outros integrantes e com a galera. Nesta hora a chuva já tinha dado uma trégua, mas o palco estava encharcado. Foi então que no meio da execução de The Number Of The Beast, Bruce Dickinson pegou um rodo e começou a girá-lo em sua frente e pouco depois, quando a música se encerrou, resolveu tirar a água do palco com tal item em mãos.

Um detalhe curioso: não era só o palco que estava todo decorado com temática egícia, o ursinho que Nicko carrega na bateria (tradição desde o começo de sua carreira) foi decorado como um faraó também!

Continuando o show, veio a agitada "Can I Play with madness", que tirou certos sorrisos de alguns, mas não tanto quanto a seguinte: Rime of the ancient mariner!
Com um discurso um tanto quanto prolongado, Bruce citou o autor do poema, Samuel Taylor Coleridge, e brincou com o fato de a música não ser tocada há séculos. Ao mesmo tempo em que Bruce falava, os roadies tiravam água do palco, e em certo momento sobrou para o baixinho, que teve seu rosto enxugado por eles como se ele fosse um poodle de madame...!

Vestido de velho marinheiro e com um telão de convés de navio à deriva, Rime Of Ancient Mariner chegou a trazer lágrimas em muitos tiuzões que jamais poderiam pensar em ouvir aquele clássico absurdo novamente..., e logo depois dela, tal como no vídeo Live After Death, emendaram Powerslave. Bruce trouxe sua máscara de faraó e apareceu aos gritos de "Tell me why I had to be a Powerslave...". O clássico foi curtido em êxtase até o fim. Destaque para os brilhantes solos de Adrian e Dave.

O show estava pela metade quando os acordes de Heaven Can Wait foram ecoados. Aqui vale uma observação negativa: no meio da música, quando entram convidados para uma parte do refrão, houve um pouco de bagunça e muitos se disperçaram causando irritação nos seguranças do palco. Foi um pequeno detalhe que não diminuiu em nada o show ótimo que foi.

As três músicas que se seguiram foram Run to the Hills, Fear of the Dark e Iron Maiden. confesso-lhes que elas me surpreenderam. São músicas muito "manjadas" e tidas até como enjoativas ou repetitivas, mas a banda as tocou com uma vontade surpreendente e a resposta do público não poderia ser melhor. Foi uma surpresa e tanto ver que podemos nos emocionar até em músicas que pensavamo ser as mais fracas do set.

Durante a execução de Iron Maiden, como já é tradição, Eddie veio ao palco. Erguendo sua arma futuristica e com olhos brilhantes, ele vagou pelo palco brincando primeiro com Janick, depois com Harris e Murray.



A hora do tradicional "break" foi curta. A banda logo voltou e trouxe com ela uma alegria a mais. Antes de recomeçar o show com Moonchild Bruce arrancou risos com o fato de que o público cantava sua introdução até mais alto que ele... o vocalista parou e voltou duas vezes, sorrindo, antes de dar prosseguimento à música. E quando ela de fato foi tocada... bom, não sobraram palavras para descrever este momento. Só quem esteve lá sabe do que estou falando.

Finalizando o show, tivemos as ótimas Clairvoyant e Hallowed be thy name. A primeira já não era executada no Brasil há anos (acho que desde a era Blaze), e a última, o "clássico dos clássicos", dispensa comentários.

Minha opinião particular sobre o show pode ser dividida em dois critérios. Tecnicamente falando, o show foi ótimo, mas abaixo do que era esperado (NÃO confundam isto com ser um show fraco ou ruim).
O set-list tão polêmico foi o mesmo de outros continentes e não apresentou melhorias.
A banda tocou 2/3 das músicas em uma velocidade mais lenta que o habitual. Ao contrário das últimas 12 turnês, só tivemos 1 Eddie no palco (faltou aquele que fica atrás da bateria, talvez guardado para os shows europeus).
E não houve os tão famosos efeitos pirotécnicos, com explosões e fogos de artifício.

Por outro lado, como um bom e velho fã de Iron Maiden, jamais posso negar o fato de que ouvir um set-list só de clássicos e sem músicas de um álbum recém-lançado é algo surpreendente em terras brasileiras. Este, tal como outros que cito abaixo, são os pontos positivos do show:
- Os solos que foram executados tal como duetos (duas guitarras fazendo o mesmo solo ao mesmo tempo) ficaram animais! tal como em The Trooper e Wasted Years.
- A banda tocou com alegria e muito prazer em estar de novo com esse público vibrante.
- Músicas simples como Run to the Hills e Clairvoyant foram tocadas em um nível melhor que o normal, e Moonchild foi minha favorita ao lado de Rime of Ancient...
- E para finalizar, a imponência do Iron Maiden no palco é algo absurdo. Se há alguem neste mundo que ainda não conheça este que é um dos melhores espetáculos da terra, é bom se apressar, faltam apenas 2 shows, e a tendência é melhorar...

Após 2 dias de "maratona Maiden" em São Paulo, voltei hoje e fui direto para o trabalho, de onde saí às 6 da tarde para jantar com minha tia. E eis que agora, pouco mais de 24h depois do show impecável, chego finalmente em casa para escrever este review. Espero que as palavras valham a pena como o show valeu pra mim. Dentre todos os orgasmos, este é, com certeza, um dos que jamais esquecerei.

Set-List:
1. Aces High
2. 2 minutes to midnight
3. Revelations
4. The Trooper
5. Wasted Years
9. The Number of the Beast
6. Can I Play with madness
7. Rime of the ancient mariner
8. Powerslave
10. Heaven can wait
12. Run to the Hills
11. Fear of the Dark
13. Iron Maiden
14. Moonchild
15. Clairvoyant
16. Hallowed be thy name

Texto: Bruno Prado.
Fotos: whiplash e UOL

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